Manifestantes contra a PEC da Blindagem também gritam ‘sem anistia’ em Curitiba

Quadros políticos do PT, PSOL e PCdoB repercutiram neste domingo (21), nas redes sociais, as manifestações contra a Proposta de Emenda Constitucional (PEC) da Blindagem e contra a tramitação em regime de urgência do projeto de lei que concede anistia ao ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) e a demais condenados por tentativa de golpe pelo Supremo Tribunal Federal (STF). Em Curitiba, o ato foi realizado na Boca Maldita, no calçadão da Rua XV de Novembro.

No X (antigo Twitter), expressões como “povo contra anistia”, “Brasil quer justiça” e “Congresso sem bandidagem” figuraram entre os assuntos mais comentados do dia. Entre os parlamentares presentes na manifestação em Curitiba esteve o deputado estadual Renato Freitas (PT).

“Essas pessoas que não acreditam na consciência política e apostam na ignorância como fundamento para planos de autoproteção, agora, com essa multidão na rua, estão sendo vistas e julgadas no tribunal federal das ruas. O recado dado a eles é categórico: sem anistia, sem blindagem e sem eles”, afirmou.

Já o deputado Goura (PDT) classificou a PEC da Blindagem como uma vergonha. “Um Congresso fora de sintonia com a população. A união de uma consciência popular de repúdio a essa PEC me dá certeza de que ela será barrada no Senado. Contra a PEC da Blindagem e contra a PEC da Anistia. A gente viu aqui muitas pessoas de diferentes classes sociais se manifestando democraticamente”, declarou.
(Foto: Nosso Dia)

A proposta de emenda à Constituição (PEC) da Blindagem, proíbe a abertura de ações criminais contra deputados e senadores sem autorização do Parlamento, pode favorecer a corrupção no uso das emendas parlamentares. O alerta vem sendo feito por especialistas e organizações que trabalham com o combate à corrupção.

Os protestos foram convocados durante a semana pelas frentes Povo Sem Medo e Brasil Popular, ligadas ao PSOL e ao PT, com a participação de movimentos como o Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra (MST) e o Movimento dos Trabalhadores Sem-Teto (MTST).

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