Após 13 horas de júri, no Fórum Des. Guarita Cartaxo, em Guarapuava, o réu Rodrigo Neumann Pires, o Vermeio, condenado a 27,6 anos de prisão em regime fechado pela morte do casal de seguranças Vanderlei Antônio de Lima e de Edineia Capote de Oliveira Gonçalves.
A sentença foi proferida por volta das 22 horas pelo juiz Márcio Trindade Dantas, da 1ª Vara Criminal. A sentença foi a somatória das penas individuais pela morte das duas vítimas (13,8 anos para cada uma). Além dos disparos fatais deflagrados por Vermeio (em 23 de março de 2024, no Bar Ághata, no Bairro Conradinho), a pena foi agravada com a qualificadora por Vermeio não ter dado condições de defesa para as vítimas. Ele também terá de pagar R$ 50.000,00 para cada uma das vítimas.
O júri, formado por 4 mulheres e 3 homens, acatou também parcialmente os argumentos da defesa, derrubando duas qualificadoras: motivo fútil e perigo comum – mantendo apenas a surpresa. Neste caso, os jurados entenderam que Vermeio chegou ao local surpreendendo as vítimas e todos no local.
O crime foi cometido após Vermeio ter sido agredido pelos seguranças dentro do bar. Ele foi para casa e retornou 1 hora e meia depois, armado de um revólver calibre .38, e acertou dois tiros em Edineia e, imediatamente depois, um disparo em Vanderlei.
No caso hipotético de que todas as qualificadoras fossem mantidas, o réu poderia ser condenado a 60 anos de prisão, segundo avaliação do advogado de defesa Miguel Nicolau Júnior, que coordenou a defesa ao lado dos advogados advogados Felipe Bhals e Eliziane Marcondes
Soares.
Ele disse que vai recorrer da decisão – por compreender que o réu avisou que retornaria após as agressões, não caracterizando “surpresa“, acreditando que
poderá reduzir a pena para 8 anos. Vermeio já está preso há 1 ano e 7 meses.
Na acusação, atuaram os promotores Pedro Dantas e Dunia Serpa Rapazo, auxiliados pelo advogado Jean Campo. Imagens Atento News e Agora Notícias – captando a reação de Vermeio quando ouviu a sua sentença.





