Após demitir diretor, Petrobras suspende efeitos de leilão de gás de cozinha

A Petrobras anunciou nesta quinta-feira (9) que neutralizou os efeitos de um leilão de gás liquefeito de petróleo (GLP) realizado no fim de março e que resultou na demissão do diretor de Logística, Comercialização e Mercados da estatal, Claudio Romeo Schlosser. O leilão foi realizado com ágio superior a 100% – ou seja, mais do dobro do preço-base do gás. O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) chamou a ação de “cretinice”.

Em nota, a Petrobras diz que vai devolver aos clientes a diferença entre o preço de paridade e o valor extra e que levou em consideração manifestações da Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP) e da Secretaria Nacional do Consumidor (Senacon), que abriram investigações para apurar a elevação abusiva de preços no gás.

A estatal também cita a “a excepcionalidade do contexto mercadológico atual, decorrente do conflito no Oriente Médio” e diz avaliar a adesão ao programa anunciada pelo governo para subsidiar o gás de cozinha e dirimir os efeitos da guerra no Irã sobre o consumidor brasileiro.

Frear a alta dos combustíveis tornou-se a prioridade número um do governo federal para estancar a queda na popularidade do presidente às vésperas das eleições.

Para além de anular o leilão de gás com ágio superior a 100%, a equipe econômica anunciou na segunda-feira a subvenção de todo o GLP importado, o que deve evitar o repasse, para o botijão comprado pelo cidadão, da alta do petróleo em função da guerra no Irã.

Em outra frente, o governo também anunciou subsídio ao diesel e isenção de impostos federais de biodiesel e querosene de aviação. Por ora, não há medidas para a gasolina, que ainda não foi reajustada pela Petrobras desde o início do conflito no Oriente Médio.

Fonte SBT

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