Dólar cai quase 1% e fecha em R$ 4,95, menor nível em mais de dois anos

A cotação do dólar sofreu uma queda brusca nesta quinta-feira (30). A moeda caiu 0,97% e fechou o dia cotada a R$ 4,952. É o menor valor de encerramento desde 7 de março de 2024, quando a divisa encerrou o dia a R$ 4,933.

A Bolsa fechou em alta de 1,63%, aos 187.317 pontos, revertendo em parte a queda de mais de 2% registrada na quarta-feira (29).

No acumulado do mês, o dólar registrou queda de 4,39%, e a Bolsa, queda de 0,07%, próxima da estabilidade. No ano, a moeda tem baixa de 9,76%, enquanto o Ibovespa, índice de referência do mercado acionário brasileira, acumula alta de 16%.

A sessão desta quinta foi marcada pela forte queda nos preços do petróleo, o que reduziu temores inflacionários e estimulou a busca por ativos de maior risco, como ações. A divulgação de indicadores também reforçou apostas em um diferencial de juros ainda atrativo entre Brasil e Estados Unidos.

No exterior, a queda nas cotações do petróleo melhorou o apetite global por ativos de risco durante o pregão -a tendência foi acompanhada por investidores brasileiros. Após atingir o maior valor no mês, a US$ 115, os preços da commodity recuavam 3,41%, às 17h, cotados a US$ 114,01.

Desde o início do conflito no Oriente Médio, o petróleo acumula alta de cerca de 30%. Nos últimos dias, a commodity tem subido em meio aos persistentes impasses nas negociações entre Estados Unidos e Irã.

Apesar de não haver novidades sobre um possível desfecho do conflito, as cotações passaram por ajuste, o que reduziu os temores de um repique inflacionário global e aumentou o apetite por risco.

Nos EUA, as Bolsas S&P 500, Dow Jones e Nasdaq fecharam em alta de 1,09%, 1,68% e 0,91%, respectivamente

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