Influenza: casos graves de gripe causados pelo vírus quase dobraram em 2026

Os casos graves de gripe causados pelo vírus influenza quase dobraram em 2026, segundo levantamento do Instituto Todos pela Saúde. Entre janeiro e março, foram registrados 3.584 diagnósticos de Síndrome Respiratória Aguda Grave (SRAG), um aumento de 95% em relação ao mesmo período de 2025.

De acordo com especialistas, a circulação do vírus tem ocorrido mais cedo do que o padrão registrado antes da pandemia. Tradicionalmente associada ao outono e inverno, a influenza agora apresenta picos ainda entre o verão e o início do outono.

Segundo o virologista Anderson Brito, o comportamento da doença mudou nos últimos anos, antecipando a chamada “temporada de gripe”.

Os sintomas da gripe podem ser mais intensos do que um resfriado comum. Entre os principais sinais estão: febre alta, que pode chegar a 40 °C; dor no corpo e de cabeça; tosse seca persistente; e cansaço intenso. Em alguns casos, os sintomas duram mais dias e podem evoluir para quadros graves, como a SRAG.

Vacinação ainda é baixa no país

A vacina contra a gripe segue como a principal forma de prevenção contra casos graves. O Ministério da Saúde iniciou a campanha de imunização no fim de março, com foco em grupos prioritários, como idosos, crianças e gestantes.

Apesar disso, a adesão ainda é considerada baixa. No Rio Grande do Sul, por exemplo, apenas 12% da meta de vacinação foi atingida até agora.

Especialistas alertam que a vacina não impede totalmente a infecção, mas reduz significativamente o risco de complicações.

Pessoas não vacinadas, especialmente as mais vulneráveis, têm maior chance de desenvolver doenças como pneumonia e até precisar de internação em UTI, com risco de morte.

Fonte SBT

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