Número de mortos em terremotos na Venezuela sobe para 2.595; Brasil amplia ajuda humanitária

 

Número de mortos em terremotos na Venezuela sobe para 2.595; Brasil amplia ajuda humanitária

A tragédia provocada pelos fortes terremotos que atingiram a Venezuela no último dia 24 de junho continua se agravando. O número oficial de mortos subiu para 2.595, conforme informou nesta quinta-feira (2) a presidente interina do país, Delcy Rodríguez. As equipes de resgate seguem trabalhando de forma ininterrupta na busca por sobreviventes e na remoção de vítimas sob os escombros. (The Economic Times)

Mais cedo, Rodríguez participou de uma reunião com os principais órgãos de segurança e defesa para avaliar o avanço das operações de resgate, o atendimento às vítimas e as medidas de controle nas áreas mais afetadas pelos abalos sísmicos.

De acordo com o governo venezuelano, cerca de 14 mil militares e policiais foram mobilizados para atuar principalmente no estado de La Guaira, região que concentrou a maior destruição, além de bairros críticos de Caracas e do estado de Aragua. Máquinas pesadas seguem removendo toneladas de escombros, enquanto o ministro do Interior, Diosdado Cabello, informou que aproximadamente 100 edifícios desabaram somente em La Guaira. (The Economic Times)

Uma análise preliminar realizada pela NASA, com base em imagens de satélite, aponta que cerca de 58.870 edificações podem ter sido danificadas ou completamente destruídas em toda a área atingida pelos terremotos. Os dados ainda passam por validação das autoridades venezuelanas, mas evidenciam a dimensão da catástrofe.

A comunidade internacional segue mobilizada para prestar assistência ao país. O Brasil ampliou sua operação humanitária e já enviou cinco voos com equipes especializadas em busca e salvamento, médicos, cães farejadores, purificadores de água, equipamentos de resgate e materiais destinados à instalação de um hospital de campanha no estado de La Guaira. (Reuters)

Enquanto as buscas continuam, milhares de famílias permanecem desalojadas e enfrentam dificuldades para obter água potável, alimentos e atendimento médico. As autoridades alertam que o número de vítimas ainda pode aumentar, à medida que novas áreas atingidas são acessadas pelas equipes de resgate.

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