DÓLAR DISPARA E ATINGE R$ 5,09 APÓS NOVA PESQUISA ELEITORAL; DISPUTA ENTRE FLÁVIO BOLSONARO E LULA MOVIMENTA O MERCADO

DÓLAR DISPARA E ATINGE R$ 5,09 APÓS NOVA PESQUISA ELEITORAL; DISPUTA ENTRE FLÁVIO BOLSONARO E LULA MOVIMENTA O MERCADO

Moeda americana registra alta de 1,15%, alcança o maior fechamento desde 2 de outubro e reflete o clima de cautela dos investidores diante da aproximação do segundo turno das eleições presidenciais.

Redação O Prudentopolitano | 16 de outubro de 2026

O mercado financeiro brasileiro encerrou a quinta-feira (15) em clima de cautela. O dólar comercial registrou uma forte valorização de 1,15%, fechando cotado a R$ 5,087, aproximadamente R$ 5,09, em meio às repercussões de uma nova pesquisa eleitoral que mostrou a redução da diferença entre o senador Flávio Bolsonaro (PL) e o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) na disputa pela Presidência da República.

O resultado representa o maior valor de fechamento da moeda americana desde 2 de outubro, quando havia encerrado as negociações a R$ 5,216, às vésperas do primeiro turno das eleições.

Durante o pregão, o dólar chegou a atingir R$ 5,098, aproximando-se da marca de R$ 5,10. A movimentação chamou a atenção porque ocorreu mesmo em um dia de enfraquecimento da moeda americana no mercado internacional.

 

PESQUISA DATAFOLHA MOSTRA REDUÇÃO DA DIFERENÇA ENTRE OS CANDIDATOS

Um dos principais acontecimentos acompanhados pelos investidores foi a divulgação da pesquisa Datafolha nesta quinta-feira (15), apontando uma disputa numericamente mais próxima entre os dois candidatos que concorrem ao segundo turno, marcado para 25 de outubro.

Segundo o levantamento, considerando os votos válidos:

  • Flávio Bolsonaro (PL): 51%

  • Lula (PT): 49%

Na pesquisa anterior, Flávio Bolsonaro registrava 52%, enquanto Lula aparecia com 48%. Com isso, a diferença passou de quatro para dois pontos percentuais.

Nos votos totais, Flávio Bolsonaro aparece com 47% das intenções de voto, contra 45% de Lula.

O levantamento ouviu 2.520 eleitores em 153 municípios brasileiros, entre os dias 13 e 14 de outubro. A margem de erro é de dois pontos percentuais, para mais ou para menos, o que configura empate técnico.

A pesquisa está registrada no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) sob o número BR-00466/2026.

 

POR QUE O DÓLAR SUBIU?

O cenário eleitoral é um dos fatores acompanhados pelo mercado financeiro, especialmente em períodos de disputa presidencial.

Quando surgem novas informações capazes de alterar as expectativas dos investidores sobre os rumos econômicos do país, podem ocorrer movimentos de compra e venda de moedas, ações e outros ativos.

A divulgação da pesquisa Datafolha ocorreu em um momento de atenção redobrada às eleições, mas não foi o único fator associado à valorização do dólar.

Investidores também acompanharam discussões sobre possíveis medidas econômicas do governo, mudanças na jornada de trabalho e dados de inflação dos Estados Unidos.

Portanto, embora o cenário político tenha contribuído para a cautela do mercado, não é possível atribuir toda a alta da moeda exclusivamente ao resultado da pesquisa eleitoral.

 

BOLSA BRASILEIRA TAMBÉM FECHOU EM QUEDA

A instabilidade não ficou restrita ao câmbio.

O Ibovespa, principal indicador da Bolsa de Valores brasileira, encerrou a quinta-feira em queda de 1,06%, aos 204.324 pontos.

Além das expectativas relacionadas ao resultado eleitoral, os investidores avaliaram possíveis impactos de mudanças na legislação trabalhista, perspectivas fiscais e movimentações dos mercados internacionais.

Apesar da forte valorização registrada na quinta-feira, o dólar ainda acumulava queda de aproximadamente 1,70% em outubro e de 7,33% em 2026, segundo os dados de fechamento.

 

ALTA DO DÓLAR PODE IMPACTAR O BOLSO DOS BRASILEIROS

A valorização da moeda americana também merece atenção fora do mercado financeiro.

Quando o dólar sobe de maneira persistente, produtos importados e matérias-primas negociadas internacionalmente podem ficar mais caros no Brasil.

Entre os setores que podem sentir os reflexos estão o agronegócio, a indústria, os transportes e o comércio.

Em regiões produtoras como Prudentópolis e o Centro-Sul do Paraná, a cotação americana é especialmente importante para acompanhar os custos de fertilizantes, defensivos agrícolas, máquinas, equipamentos e outros insumos que possuem componentes importados.

Entretanto, os efeitos sobre os preços ao consumidor não são necessariamente imediatos e dependem da duração da alta cambial, dos estoques e de outros fatores econômicos.

MERCADO SEGUE ATENTO À RETA FINAL DAS ELEIÇÕES

Com o segundo turno marcado para o próximo dia 25 de outubro, as pesquisas eleitorais e os acontecimentos políticos permanecem no radar dos investidores.

Os movimentos registrados nesta quinta-feira demonstram como as expectativas sobre a economia e o cenário político podem influenciar as negociações financeiras.

O comportamento do dólar nos próximos pregões dependerá tanto das informações sobre a disputa presidencial quanto de fatores econômicos nacionais e internacionais.

O Prudentopolitano continuará acompanhando os principais acontecimentos da economia brasileira e seus possíveis reflexos para Prudentópolis, o Paraná e todo o país.

Fontes:

O PRUDENTOPOLITANO — A região Centro-Sul passa por aqui.

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