FIM DAS BETS: MAIS DE R$ 1 BILHÃO JÁ FOI DEVOLVIDO A APOSTADORES; R$ 159 MILHÕES AINDA AGUARDAM PAGAMENTO
Após a proibição das apostas online no Brasil, milhões de brasileiros começaram a recuperar o dinheiro que estava nas plataformas. Bancos têm até quarta-feira, 14 de outubro, para concluir as devoluções previstas.
ECONOMIA | 12 de outubro de 2026
O encerramento das atividades das chamadas bets no Brasil já apresenta resultados expressivos na devolução dos valores pertencentes aos apostadores. Segundo informações divulgadas pela Agência Brasil, mais de R$ 1 bilhão já foi restituído aos usuários, enquanto aproximadamente R$ 159 milhões ainda aguardam pagamento.
Os números, divulgados no sábado (10), foram encaminhados pelas próprias empresas ao governo federal e mostram uma redução significativa no montante que permanecia nas plataformas após a proibição das apostas online.
A medida atinge milhões de brasileiros que mantinham dinheiro depositado nas casas de apostas. Conforme os dados mais recentes, o levantamento abrange 22,5 milhões de apostadores, distribuídos em aproximadamente 70,5 milhões de contas.
Prazo para receber o dinheiro termina nesta quarta-feira
O calendário estabelecido pelo Ministério da Fazenda determina que as instituições financeiras realizem a devolução dos saldos até o dia 14 de outubro.
O prazo para os próprios apostadores solicitarem saques diretamente nas plataformas terminou em 5 de outubro. Desde então, os bancos passaram a ser responsáveis pela restituição dos valores restantes.
Caso existam dificuldades operacionais que impeçam o pagamento, a Caixa Econômica Federal ficará responsável por intermediar a devolução dos recursos.
Outro ponto que chama a atenção é o pequeno valor disponível na maioria das contas. Segundo os dados informados pelas empresas, cerca de 90% apresentam saldos inferiores a R$ 1, enquanto 97% possuem menos de R$ 10 a receber.
Oito empresas ainda não forneceram informações
Apesar do avanço nas restituições, o governo federal identificou pendências envolvendo oito empresas que ainda não encaminharam aos bancos as informações necessárias para devolver os valores aos usuários.
Diante da situação, a Advocacia-Geral da União (AGU) deverá recorrer à Justiça para exigir o cumprimento das determinações.
O objetivo é assegurar que os apostadores não sejam prejudicados pelo encerramento das operações e recebam os recursos que lhes pertencem.
Governo intensifica combate às plataformas ilegais
A proibição das apostas de quota fixa foi estabelecida pela Medida Provisória nº 1.394/2026, publicada em 25 de setembro.
A determinação alcança as apostas esportivas e os jogos online abrangidos pela medida, proibindo sua exploração, oferta, intermediação e publicidade em território nacional.
Além das devoluções, o governo intensificou o enfrentamento às plataformas clandestinas.
Entre 25 de setembro e 9 de outubro, 16.627 sites ilegais de apostas foram identificados e encaminhados para bloqueio.
Também foram solicitadas remoções de conteúdos e perfis relacionados à divulgação dessas atividades nas redes sociais e em aplicativos de mensagens.
Atenção aos golpes durante a devolução
Os apostadores precisam redobrar os cuidados com mensagens, links e contatos que prometem acelerar a restituição.
O procedimento oficial não exige pagamento antecipado de taxas nem fornecimento de senhas bancárias. A orientação é acompanhar a movimentação da conta utilizada para realizar os depósitos e buscar informações pelos canais oficiais das instituições financeiras.
A devolução de mais de R$ 1 bilhão representa uma etapa importante do encerramento das atividades das plataformas atingidas pela medida federal. Entretanto, o processo ainda depende da restituição dos valores restantes e da solução das pendências envolvendo empresas que não cumpriram as exigências.
Para os brasileiros que ainda possuem dinheiro a receber, a principal data é 14 de outubro, prazo estabelecido para a conclusão das devoluções pelas instituições financeiras.
Redação O Prudentopolitano A região Centro-Sul passa por aqui.
Fontes: Agência Brasil (10/10/2026); Ministério da Fazenda; Ministério da Justiça e Segurança Pública; Secretaria de Prêmios e Apostas.





