Dólar sobe e Bolsa brasileira registra forte queda após pesquisa Quaest apontar empate técnico na disputa presidencial
A poucos dias do segundo turno das eleições, mercado financeiro reage com cautela ao cenário político. Dólar volta a subir, enquanto o Ibovespa perde mais de 1.800 pontos em um único pregão.
ECONOMIA | O PRUDENTOPOLITANO | 22 DE OUTUBRO DE 2026
O mercado financeiro brasileiro encerrou a quarta-feira (21) em clima de cautela e volatilidade. O dólar comercial registrou leve valorização de 0,17%, fechando cotado a R$ 5,027, enquanto o Ibovespa, principal índice da Bolsa de Valores brasileira (B3), apresentou queda de 0,86%, terminando o pregão aos 206.495 pontos.
O movimento ocorreu em meio à repercussão de uma nova pesquisa eleitoral divulgada pelo instituto Quaest, que apontou empate técnico entre os candidatos à Presidência da República, a apenas quatro dias do segundo turno, marcado para domingo, 25 de outubro.
Pesquisa eleitoral movimenta o mercado
A pesquisa Quaest revelou um cenário de disputa equilibrada entre o senador Flávio Bolsonaro (PL) e o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT).
No levantamento, Flávio Bolsonaro apareceu com 45% das intenções de voto, enquanto Lula registrou 44%. Como a margem de erro é de dois pontos percentuais, para mais ou para menos, os candidatos estão tecnicamente empatados.
O estudo entrevistou 2.154 eleitores entre os dias 17 e 20 de outubro, com nível de confiança de 95%.
A proximidade entre os candidatos ampliou a atenção dos investidores às perspectivas econômicas e fiscais para os próximos anos.
Para o mercado financeiro, o resultado das eleições pode influenciar decisões relacionadas aos gastos públicos, à política fiscal, aos investimentos e às expectativas de crescimento da economia brasileira.
Ibovespa perde mais de 1.800 pontos
A Bolsa brasileira enfrentou uma sessão de pressão vendedora, encerrando o dia com uma desvalorização de aproximadamente 1.801 pontos.
Entre os fatores que contribuíram para o resultado estão a realização de lucros após a valorização recente do mercado, a divulgação de balanços corporativos e as incertezas relacionadas ao cenário eleitoral.
As ações da WEG e da Vale estiveram entre os destaques negativos da sessão, contribuindo para a queda do índice.
Apesar do desempenho negativo da quarta-feira, a Bolsa vinha acumulando ganhos expressivos ao longo de outubro, o que também favoreceu movimentos de realização de lucros por parte dos investidores.
Dólar interrompe sequência de quedas
Depois de três sessões consecutivas de desvalorização, a moeda norte-americana voltou a ganhar força diante do real.
O dólar fechou vendido a aproximadamente R$ 5,027, acumulando valorização de 0,17%.
Em momentos de maior incerteza, parte dos investidores costuma aumentar sua exposição à moeda norte-americana como estratégia de proteção financeira.
Além das questões políticas brasileiras, fatores internacionais também influenciaram as negociações, incluindo o comportamento do dólar no exterior e as expectativas sobre a economia global.
O que pode acontecer nos próximos dias?
Com o segundo turno presidencial marcado para domingo (25), a tendência é de atenção redobrada dos investidores aos últimos levantamentos eleitorais, às declarações dos candidatos e aos indicadores econômicos.
A definição do próximo presidente poderá influenciar as expectativas do mercado em relação à condução da política econômica a partir de 2027.
Entretanto, especialistas ressaltam que a Bolsa e o câmbio não dependem exclusivamente do cenário eleitoral. Taxas de juros, inflação, resultados empresariais e acontecimentos internacionais também interferem diretamente no comportamento dos ativos.
Para a população, oscilações persistentes do dólar podem refletir nos preços de produtos importados, combustíveis, insumos agrícolas e equipamentos, dependendo de outros fatores, como custos de produção e repasses comerciais.
O cenário reforça que, nesta reta final das eleições presidenciais, política e economia permanecem no centro das atenções.
O mercado deverá acompanhar os dois últimos pregões da semana antes de os brasileiros retornarem às urnas para definir o próximo presidente da República.
Redação O Prudentopolitano
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Fontes: Poder360, UOL Economia, InfoMoney e Quaest. Informações publicadas em 21 de outubro de 2026.





